3 de fevereiro de 2009
Nebulosa
Universo
Â
Verso único
Encantatório
Â
Em meus sonhos
Como em berço de estrelas
Nebulosa
Faz fumaça
Tudo vibra
Tudo toca
Nada tem
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Universo
Â
Verso único
Encantatório
Â
Em meus sonhos
Como em berço de estrelas
Nebulosa
Faz fumaça
Tudo vibra
Tudo toca
Nada tem
Â
Â
Dos teus olhos brotam luzes
Fractais memórias
De tempos outros
Â
Rastro de estrela
Passou como um cometa
Desorientando a minha órbita
Â
E fiquei a ouvir no espaço
A música silenciosa das esferas
Â
Â
Â
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Com os olhos no horizonte
Capitólio
Vejo a glória no devir
divergir…
Aos deuses,
a Amor:
e eu nisso tudo?
Tudo é tanto,
entretanto,
muito pouco…
A meta é movediça…
Leve. Muito leve…
Um bem-te-vi pousou sobre meus umbrais…
- Vem me ver!
- Vou sim.
- Vem brincar!
- Vou sim.
- Vem brindar!
- O que?
- Bem querer!
- Bem-te-vi!
- Bem-te-vi!
Voei…
A beleza singela
Mais bela é
É samba de Cartola
Vitrola
Alaúde
Um pouco triste
Um tanto frágil
Mui delicada
Natureza
Beleza
Deusa
Ontem, ao relento, refleti…
tudo havia passado numa noite
flash de memória ainda confuso
tudo ainda em formação
idéias sem formas
apelos sem sons
de algo que se foi no ar,
nos dias…
Era amor?
Talvez tivesse algum.
Tinha certamente um tanto de agonia de sabe-se lá o quê…
Agonia de existir…
Existência fractal…
No encontro das línguas nenhuma ainda que se entenda
no próximo distante, um outro, não eu.
Silêncio cá dentro, ensurdecido pelos gritos lá fora.
Noite longa essa!
Numa noite dos tempos…
Tempos difíceis para a Lírica…
Inocentes dois amantes se quiseram
como se Amor assim os possuísse
e no eterno fogo da devoção
nada mais além de si mesmos existiu.
Foi-se o tempo da manhã tal noite breve
e nada mais puderam desejar.
Seja o que venha subverter a hora,
agora, já não mais existe.
Mas amanhã
não se sabe ainda
se de delícias hão de se alimentar…
Teus sonhos quero
para colecionar
dá-me em segredo
que cuido
amorosamente
não descuidar
fala-me a meia voz
como desejo
derradeiro
entrega-te
ao Amor
que se aproxima…